Café Camões, com um ambiente de fecho eminente, o dono vende material de 2º mão dentro do café, tal como, mesas de mistura antigas, candeeiros e outras coisas
Art Inna Park - parque para estacionar carros onde fazem grafitis temporários
Montra da Barbearia
Drogaria Camões, aqui também se pode comprar material de 2ª Mão e livros a 0,50€
Ilhas abandonadas à pressa na época do Natal
De notar este pormenor que para para entrar na casa se passava primeiro pela sanita
Oficina dos Barcos D.I.Y.
Despojos
'Há muito tempo, num tempo de arrependimento, A Renascença. Numa singular cidade solitária, está sentado um homem de olhar severo. Sem trabalho. Sem família. Sem coroa. A sua sorte esgotou-se. Perdido e sozinho. As ruas eram a sua casa. Os seus pensamentos consistiam apenas em "porquê que eu existo?" A sua única companhia para confidenciar eram os bichos na rua. Só esperava uma coisa, o mundo curvar-se aos seus pés. Eles também deveriam sentir o seu medo secreto. O seu lúgubre pesar. A sua dor tornou-o sincero. Ele era melhor que os outros, todos aqueles que detesta, dentro dos seus castelos, tão inúteis. Egoístas e preconceituosos. Eles não podiam querer saber menos dos vassalos que maltratavam. Estavam no seu próprio mundo, e bem alegre porventura. Aquele castelo, ela ficou apenas para fazer tudo o que podia para manter os vassalos encurralados, não afastando o inimigo. Eles não tinham inimigos na sua orgia nojenta. E nela, toda a história dos castelos, era apenas outro aposento do Laboratório de Lúcifer. O mundo num caixote de areia para todos os miseráveis pecadores. Simplesmente criaram o que queriam e tornaram-se vencedores. Mas o verdadeiro vencedor, não tem absolutamente nada. Aguentando a dor de querer que o castelo caía. Através das suas boas acções, as ratazanas e as moscas. Ele terá o que implora, através da erradicação da doença. Então se dirige para o castelo, como uma brisa ameaçadora por entre as árvores. "Para trás!" Gritaram os Guardas enquanto eram postos de joelhos. "Oh Deus, tem piedade, por favor!" O castelo, ela suspirou e prendeu a sua respiração, aos frívolos confins do seu peito frágil. Estou em fuga mas não sou nenhuma ovelha ( I'm on the lamb but I ain´t no sheep). Sou a Morte. E tu sempre foste o incómodo. Tão repulsivo e estranho. Tu nem sequer merecias a presença de Deus, e ainda assim, estou aqui. Arrasto-me para o teu berço. Vim a pé, descalço. Que incorrecto, que rude. Contudo, eles não se importam da lama aos meus pés se houver sangue nos teus lençóis. Agora! Sintam a morte, não só a fazer troça de ti. Não só a perseguir-te mas dentro de ti. Sinuoso e torto. Sente-se pequeno sob o meu poder. Captura na Pestilência que é a minha gadanha. Morram, todos!'
Aos 17 anos de idade, T. J. Lane entrou no liceu de Chardon, Ohio e disparou indiscriminadamente sobre os seus colegas estudantes. O tiroteio ocorreu a 27 de Fevereiro de 2012 e terá sido um dos mais graves nos Estados Unidos. Não houve uma razão óbvia para o acto, o texto acima, escrito numa sala de aula, dá-nos uma pequena ideia do pensamento de Lane. Ocorre-me a frase de André Breton do Segundo Manifesto Surrealista: "O acto surrealista por excelência consiste em sair à rua armado com uma pistola e disparar sobre a multidão." T. J. Lane terá enviado mensagens ao seu patrão para libertar os escravos e aos seus professores para deixarem os alunos em paz.
A sua atitude em tribunal terá sido de escárnio perante os familiares das vítimas, afirmando a seguinte frase:
"Esta mão que puxou o gatilho que matou os vossos filhos, masturba-se agora pela sua memória."