sexta-feira, novembro 02, 2012

Troglodita Night's no GRUTA, 16/11/2012 Porto



HIRUDROID apresenta mais um evento cheio de peripécias mirabolantes e actuações fantástico-catatónicas:

TROGLODITA NIGHTS*,

 


Dia 16 de Novembro de 2012, na GRUTA**


Começamos às 23h com HECTOR ARNAU (Valência, ES) com uma performance bilingue de poesia pânico, acompanhada pelas fotomontagens animadas de VJ Urânio;

De seguida, às 00h RUDOLFO fará um concerto de música 8bit / Chiptune / Black Metal da Maia, com os videos de consolas de jogos modificadas por VJ Igor;

A partir da 01h DJ MMMNNNRRRG oferece-nos um set de música tragicómica infernal com a reprodução do filme mudo de terror - Haxan (1922).

Todo o evento será apresentado por Psico Pati, de Carrazeda de Ansiães.

Haverá também, lugar a um sorteio gratuito de três brindes-vandoma.

E, nas paredes do Ex-Bar Underground estará uma mostra de arte erótica anónima.



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*Evento de Pré-Feira de Edição Independente!!! (Dia 17 no Plano B, das 14h às 21h)
**Ex-Bar Underground, Rua de St. André ( à Praça dos Poveiros )



sábado, junho 02, 2012

Rio és um fdp

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sexta-feira, maio 25, 2012

Revolta do Manuelinho

Por várias vezes e em diversos lugares, o povo se amotinou. O mais grave desses levantamentos foi o de Évora, em 1637, a propósito de um novo lançamento de tributos. Esse motim alastrou pelo Alentejo e Algarve e transformou-se numa revolta contra o governo filipino, que a esmagou pela força das armas. 

Foi chamado a revolta do Manuelinho. Manuelinho era o nome dado a um pobre doido muito conhecido em Évora. É claro que não foi o louco que se revoltou; mas os cabecilhas ocultos do levantamento davam as suas ordens assinando Manuelinho. As desordens com que a revolta começousão assim descritas por um autor desse tempo, D. Francisco Manuel de Melo; «Com súbito estrondo, ardendo todos (os populares que estavam defronte da casa do Corregedor, representante do governo) em ira, clamaram a morte do Corregedor e liberdade e vida dos Populares. A um mesmo tempo se levantou a voz e a força; e quase sem espaço de tempo, era entrada e acesa a casa daquele Ministro... Toda a prata, ouro e dinheiro, que despojavam, queimaram na Praça... não havendo entre tanta multidão... uma só pessoa que se movesse a salvar em seu proveito das que outros entregavam às chamas... Tal era o òdio, que pode mais que a cobiça, mais poderosa que tudo... Romperam as balanças, donde se cobrava o novo impodto da carne...».
E outro historiador dessa época, Manuel Severim de Faria, confirma:
 «Notou se que em todos estes acontecimentos não houve ânimo nenhum de se furtar coisa alguma; tudo que se achou nestas casas ou veio à fogueira da praça ou saiu em pedaços pelas janelas, e tanto assim que até umas panelas de doces, que estavam em casa do Corregedor, vieram à mesma fogueira, sem haver quem lhes tocasse para outro efeito».

 in História e Geografia, 1º ano - Ciclo Preparatório, 1970