quinta-feira, fevereiro 19, 2009
domingo, janeiro 18, 2009
UMA ORCHESTRA DE GATOS E UM CONCERTO DE BURROS
in Almanach - Eu Sei Tudo - 1941

Piano de gatos conforme gravura do séc.XVI
Conta o padre Kircher, no livro VI da Musurgia, que um artista tinha imaginado, para dissipar a melancholia de um principe cheio de cuidados, um piano de gatos. Em logar de cordas, o seu instrumento continha um certo numero de caudas de gatos vivos, enfiadas em uma especie de bainhas estreitas, por baixo das quaes subiam e desciam os martelloscorresponentes ás teclas, munidos de uma ponta aguda, numa das extremidades. Os gatos tinham sido escolhidos de differentes edaddes, e enfileiradosao lado uns dos outrosem compartimentos separados, segundo a acuidade das suas vozes.
Sob os dedos ageis dos pianistas, as pontas dos martellos iam atacar com arte as cuadas dos diversos animaes. Estes, a principio, respondiam por mios claros breves e claros; mas dentro em pouco, enfurecidoscom a frequencia das picadas, modulavam, crescendo e riforzando, sons capazes de desenrugar os mais melancholicos e de fazer dansar até os próprios ratos, et vel sorices ipsos ad saltum conalare, diz o texto.

Concerto de burros. Fac-Simile de uma gravura do séc.XVI
O padre Scott, discipulo do padre Kircher e comtinuador das suas eruditas obras, fla de um concerto analogo, que tinha sido dado em Palermo, e cuja recordação era inteiramente recente, quando elle habitava nessa cidade. Um farcista tinha apostado fazer decifrar a burros um trecho de musica; estudou para isso as disposições de numerosos jumentos que , na Sicília, serviam para efectuar todos os transportes, e de entre elles escolheu quatro dos mais vigorosos, cujas vozes afinavam naturalmente: o segundo dava a terça maior do primeiro, o terceiro a quinta, e o quarto a oitava. Pintou, então estas quatros notas sobre uma larga tira de panno, que molhou (deixamos a palavra ao veneravel jesuita ) in urinam asinae. Estava-se, então, na primavera, estação em que todos os animais cantam os seus amores; excitados pelo cheiro, os quatro jumentos não falharam o programma, no momento em que o seu empresario se lhes apresentou em frente com o trecho de musicapreparado em intenção delles. Foi assim que o austicioso siciliano ganhou a sua aposta. A gravura que reproduzimos, conservou para a posteridade a representação deste memoravel quartetto.

Página inteira do almanaque

Piano de gatos conforme gravura do séc.XVI
Conta o padre Kircher, no livro VI da Musurgia, que um artista tinha imaginado, para dissipar a melancholia de um principe cheio de cuidados, um piano de gatos. Em logar de cordas, o seu instrumento continha um certo numero de caudas de gatos vivos, enfiadas em uma especie de bainhas estreitas, por baixo das quaes subiam e desciam os martelloscorresponentes ás teclas, munidos de uma ponta aguda, numa das extremidades. Os gatos tinham sido escolhidos de differentes edaddes, e enfileiradosao lado uns dos outrosem compartimentos separados, segundo a acuidade das suas vozes.
Sob os dedos ageis dos pianistas, as pontas dos martellos iam atacar com arte as cuadas dos diversos animaes. Estes, a principio, respondiam por mios claros breves e claros; mas dentro em pouco, enfurecidoscom a frequencia das picadas, modulavam, crescendo e riforzando, sons capazes de desenrugar os mais melancholicos e de fazer dansar até os próprios ratos, et vel sorices ipsos ad saltum conalare, diz o texto.

Concerto de burros. Fac-Simile de uma gravura do séc.XVI
O padre Scott, discipulo do padre Kircher e comtinuador das suas eruditas obras, fla de um concerto analogo, que tinha sido dado em Palermo, e cuja recordação era inteiramente recente, quando elle habitava nessa cidade. Um farcista tinha apostado fazer decifrar a burros um trecho de musica; estudou para isso as disposições de numerosos jumentos que , na Sicília, serviam para efectuar todos os transportes, e de entre elles escolheu quatro dos mais vigorosos, cujas vozes afinavam naturalmente: o segundo dava a terça maior do primeiro, o terceiro a quinta, e o quarto a oitava. Pintou, então estas quatros notas sobre uma larga tira de panno, que molhou (deixamos a palavra ao veneravel jesuita ) in urinam asinae. Estava-se, então, na primavera, estação em que todos os animais cantam os seus amores; excitados pelo cheiro, os quatro jumentos não falharam o programma, no momento em que o seu empresario se lhes apresentou em frente com o trecho de musicapreparado em intenção delles. Foi assim que o austicioso siciliano ganhou a sua aposta. A gravura que reproduzimos, conservou para a posteridade a representação deste memoravel quartetto.

Página inteira do almanaque
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Ludo-mecânica,
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quinta-feira, setembro 04, 2008
Nova Carne
O robot substituirá o Humano não quando este pareça humano, mas sim quando o humano se pareça maquina. E assim se erguerá o "Novo homem", um ser sem personalidade, sem Eu, um soldado subserviente ao serviço das forças destruidoras.
segunda-feira, julho 28, 2008
O VIRTUOSISMO DO JN
Acho que só no Jn será possivel ler artigos deste calibre.
Desculpas ao Dr. Uranio pela simples transcriçao directa, mas nao ha palavras (nem imagens)
Condenado homem que baleou vizinhos para defender gato
O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, pelo facto de ser homossexual, estaria a sodomizar o seu gato foi hoje condenado, no Tribunal São João Novo, Porto, a cinco anos e seis meses de prisão efectiva.
José Maria Correia, 53 anos, empregado de mesa há 32, foi condenado pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.
O tribunal deu como provado que, em 27 de Outubro de 2007, José Correia pediu a Anabela Cruz Silva (atingida pelos disparos), que se encontrava no pátio das habitações, que a ajudasse a resgatar o seu gato que havia fugido para um terreno contíguo.
Na impossibilidade de Anabela Silva poder responder à solicitação do arguido, o vizinho José Pedro Macedo, que estava à janela da sua habitação e se apercebeu da situação, prontificou-se a ajudar no resgate.
Quando José Correia viu José Pedro a tentar apanhar o gato começou a proferir expressões injuriosas sobre a sua orientação sexual.
Assim que consegue capturar o animal, o vizinho de José Correia desloca-se para a habitação do arguido, ficando Anabela Cruz no pátio, onde foi atingida pelos disparos de uma pistola Browning, de calibre 6.35, pertencente ao arguido.
Provou-se ainda que José Correia acreditava que a pessoa no pátio era José Pedro e estava convicto de que "este era homossexual e que pudesse ter havido contactos de natureza sexual entre o vizinho e o gato".
No seguimento dos disparos, Anabela Cruz, professora de ensino secundário, foi transportada para o hospital de São João onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica da qual resultou uma cicatriz de 23 centímetros.
O tribunal deu ainda como provado que José Correia agiu deliberada e conscientemente com o propósito de tirar a vida a José Pedro, considerando a sua postura durante o julgamento "profundamente desconcertante" e com um "comportamento homofóbico".
Durante as buscas policiais foram encontradas 38 munições em casa do arguido, conhecido por "Zé Pistoleiro", como contou Maria da Conceição Volta, tia da ofendida.
O juiz-presidente, João Amaral, considerou que o motivo que desencadeou os factos "é torpe".
"Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado paneleiro, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida", frisou o magistrado.
Esse motivo é revelador "de uma insensibilidade atroz pela pessoa humana", referiu João Amaral lembrando o caso do transexual Gisberta que morreu às mãos de jovens menores e comparando o comportamento destas com o do arguido.
José Correia foi ainda condenado ao pagamento de mais de 22.000 euros pelos danos patrimoniais e não patrimoniais causados a Anabela Silva.
À saída da sessão Luís Manuel Silva, advogado do arguido, referiu ainda ser prematuro exprimir qualquer opinião sobre a sentença, admitindo porém que "se não houver matéria suficiente para recorrer parece que a pena é equilibrada".
José Luís Quelhas, advogado da assistente Anabela Silva, admitiu que a cliente possa achar que a pena devesse ser superior mas não pensa recorrer da sentença.
in,
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=972605
28.07.2008
outras historias de curiosidade acrescida (só no jn!):
aqui
e
aqui
Desculpas ao Dr. Uranio pela simples transcriçao directa, mas nao ha palavras (nem imagens)
Condenado homem que baleou vizinhos para defender gato
O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, pelo facto de ser homossexual, estaria a sodomizar o seu gato foi hoje condenado, no Tribunal São João Novo, Porto, a cinco anos e seis meses de prisão efectiva.
José Maria Correia, 53 anos, empregado de mesa há 32, foi condenado pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.
O tribunal deu como provado que, em 27 de Outubro de 2007, José Correia pediu a Anabela Cruz Silva (atingida pelos disparos), que se encontrava no pátio das habitações, que a ajudasse a resgatar o seu gato que havia fugido para um terreno contíguo.
Na impossibilidade de Anabela Silva poder responder à solicitação do arguido, o vizinho José Pedro Macedo, que estava à janela da sua habitação e se apercebeu da situação, prontificou-se a ajudar no resgate.
Quando José Correia viu José Pedro a tentar apanhar o gato começou a proferir expressões injuriosas sobre a sua orientação sexual.
Assim que consegue capturar o animal, o vizinho de José Correia desloca-se para a habitação do arguido, ficando Anabela Cruz no pátio, onde foi atingida pelos disparos de uma pistola Browning, de calibre 6.35, pertencente ao arguido.
Provou-se ainda que José Correia acreditava que a pessoa no pátio era José Pedro e estava convicto de que "este era homossexual e que pudesse ter havido contactos de natureza sexual entre o vizinho e o gato".
No seguimento dos disparos, Anabela Cruz, professora de ensino secundário, foi transportada para o hospital de São João onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica da qual resultou uma cicatriz de 23 centímetros.
O tribunal deu ainda como provado que José Correia agiu deliberada e conscientemente com o propósito de tirar a vida a José Pedro, considerando a sua postura durante o julgamento "profundamente desconcertante" e com um "comportamento homofóbico".
Durante as buscas policiais foram encontradas 38 munições em casa do arguido, conhecido por "Zé Pistoleiro", como contou Maria da Conceição Volta, tia da ofendida.
O juiz-presidente, João Amaral, considerou que o motivo que desencadeou os factos "é torpe".
"Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado paneleiro, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida", frisou o magistrado.
Esse motivo é revelador "de uma insensibilidade atroz pela pessoa humana", referiu João Amaral lembrando o caso do transexual Gisberta que morreu às mãos de jovens menores e comparando o comportamento destas com o do arguido.
José Correia foi ainda condenado ao pagamento de mais de 22.000 euros pelos danos patrimoniais e não patrimoniais causados a Anabela Silva.
À saída da sessão Luís Manuel Silva, advogado do arguido, referiu ainda ser prematuro exprimir qualquer opinião sobre a sentença, admitindo porém que "se não houver matéria suficiente para recorrer parece que a pena é equilibrada".
José Luís Quelhas, advogado da assistente Anabela Silva, admitiu que a cliente possa achar que a pena devesse ser superior mas não pensa recorrer da sentença.
in,
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=972605
28.07.2008
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Crimino Sublīmis,
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