domingo, janeiro 20, 2008

Parásitos craniópagos_Craniopagus parasiticus


o rapaz de duas cabeças de Bengala

Os parásitos craniópagos apresentam outra cabeça unida à parte superior do crânio. Foi famoso "o rapaz de duas cabeças de Bengala". Tinha uma segunda cabeça bem desenvolvida e que terminava num pequeno esboço de pescoço unida à parte superior do crânio. Quando fazia alguma expressão facial, a segunda também movia as suas feições; quando mamava, a segunda cabeça salivava.Morreu de uma mordedura de cobra aos quatro anos. O seu corpo foi exumado por Everard Home. Na autopsia viu-se que o pescoço rudimentar continha fragmentos de osso e vestígios de coração e pulmões. O cránio está exposto no Hunterian Museum de Londres.

(A imagem da direita é de 17 de agosto de 1917, clique para aumentar)
Pascual Pignon
Outro caso é o de Pascual Pignon, um mexicano nascido com outra cabeça sobre o crânio. Esta segunda cabeça podia mexer os olhos, abria a boca e gritava, apesar de não conseguir falar.

Edward Mordake
(A imagem da esquerda é uma representação de Mordake num museu de cera)
Gold y Pyle, na sua "Anomalies and Curiosities of Medicine", contam uma história tão terrível quanto incrível: uma das histórias mais raras e tristes de deformidades humanas é a de Edward Mordake, de quem se dizia que era herdeira de uma das famílias mais aristocráticas de Inglaterra. Apesar disso, nunca reclamou o seu título e suicidou-se aos 23 anos. Vivia totalmente recluido. A sua figura destacava-se pela sua graciosidade, e a sua cara, quer dizer, a sua cara natural, era muito bela. Mas na parte de trás da sua cabeça tinha outra cara; esta de uma bela jovem "encantadora como um sonho, horrível como um demónio". A cara feminina era como uma máscara ocupando só uma pequena parte do crânio embora exibi-se sinais de intelegência, mas de uma inteligência maligna.
Podia vêr-se-a sorrir burlescamente enquanto Mordake dormia. Os seus olhos seguiam os movimentos do espectador e os lábios gaguejavam sem parar. Nenhuma vozes se ouvia mas Mordake afirmava que não podia dormir à noite devido aos odiosos sussurros da sua "gémea diabólica" como lhe chamava, "que nunca dorme, e fala continuamente de coisas tais que só se podem ouvir no inferno".
Apesar de que o vigiavam constantemente, conseguiu veneno e suicidou-se. Deixou uma carta na qual pedia que "a cara demoníaca fosse destruída antes de ser enterrado para que não continue com os seus horríveis sussurros na sua tumba". Por própria petição, foi enterrado numa terra baldia, sem pedra ou inscrição que identificasse a sua tumba.

Em 1856, Sir James Pager recebeu uma fotografia que lhe enviou William Budd, de Bristol. Era um retrato de uma criança viva com uma cabeça supernumerária, que tinha bocas, olhos e um cérebro próprios. Não tinha pálpebras, nem cavidades orbitarias, pois os olhos penduravam-se nus na frente. Quando nasceu as suas córneas eram transparentes, mas tornaram-se opacas quando expostas à luz. O cérebro da segunda cabeça podia-se ver, pois estava coberto só por uma membrana que se começava a desprender. Do lado direito da cabeça tinha uma rudimentária orelha. Quando a criança tomava algum leite, regurgitava pela outra boca. Cada movimento facial ou expressão da cara natural era imitado simultaneamente pela cara supernumerária: quando chorava, chupava ou resmungava, também o fazia com a outra cara; e os olhos das duas cabeças mexiam-se em uníssono. O destino desta criança é desconhecido.

Chang Tzu Ping
Chang Tzu Ping foi descoberto na China nos finais dos anos setenta. Tinha quarenta anos, Chang nasceu com uma segunda cara composta por uma boca, uma língua deformada, vários dentes, um pequeno escalpe, e vestígios de outra partes da cara. A garganta e os lábios da segunda cara não se movia independentemente, mas a boca reagia quando a Chang abria a sua. Pouco depois de o encontrarem foi trazido para os Estados Unidos para removerem a segunda face. O caso inteiro foi documentado - incluindo a cirurgia – no programa de televisão dos anos 80 "That's Incredible" – e apesar de isso não existe um comprovativo secundário da sua existência. A operação foi bem sucedida e Chang voltou para a sua aldeia.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

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segunda-feira, novembro 19, 2007

Família Squat


O novo centro comercial da cidade (Porto Gran Plaza) parece ter sido, de um dia para outro, colocado na baixa sem que ninguém o notasse. A não ser, claro, os moradores que ali ao lado que viram a sua tranquilidade afectada.

Um dos acessos ao centro comercial, a oeste, faz-se através da rua de sta. catarina, ou ainda por uma pequena viela que atravessa o quarteirão, da rua firmeza à rua fernandes tomás. Essa viela revela-nos vestígios do que outrora parece ter sido uma "ilha", bem na baixa da cidade.

Não foram no entanto somente os moradores desta viela, os únicos a sofrer as consequências de tal empreendimento, tão vital nesta altura da época. "Havia" em Sta. Catarina, ainda na zona comercial da rua (esta demarca-se bem, pelo chão encalcetado que chega até ao cruzamento da Rua Guedes de Azevedo) um dos poucos prédios habitados, um prédio inteiro sem parte comercial no rés-do-chão. E ainda mais raro o facto de ser um dos muito poucos prédios ocupados da cidade. Esta família squat (entre 3-5 membros) foi despejada, oportunamente, a dias da inauguração do Gran Plaza.

Depois do despejo e da blindagem da porta, procedeu-se ainda à cobertura total de um outro prédio, este abandonado, com dois toldos gigantes que alegremente anunciam as lojas do novo centro comercial, que assim assume a culpa para quem a quiser ouvir, por uma família desalojada ou uma rua sem podridão à vista.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Viagem ao planeta Guerra


Robot TALON analisa cadáver em campo de batalha no Iraque. fonte Wikileaks.org

Iraque tecnológico: «Já terminei a minha obra. Criei uma máquina à imagem do homem que nunca se cansa nem comete erros. A partir de agora já não precisaremos de trabalhadores humanos. Não valeu a pena perder uma mão para poder criar os trabalhadores do futuro? A máquina humana! Dê-me outras 24 horas e entregar-lhe-ei uma máquina que ninguém será capaz de diferenciar de um ser humano» Rotwang a Fredersen in Metropolis