
O novo centro comercial da cidade (Porto Gran Plaza) parece ter sido, de um dia para outro, colocado na baixa sem que ninguém o notasse. A não ser, claro, os moradores que ali ao lado que viram a sua tranquilidade afectada.

Um dos acessos ao centro comercial, a oeste, faz-se através da rua de sta. catarina, ou ainda por uma pequena viela que atravessa o quarteirão, da rua firmeza à rua fernandes tomás. Essa viela revela-nos vestígios do que outrora parece ter sido uma "ilha", bem na baixa da cidade.

Não foram no entanto somente os moradores desta viela, os únicos a sofrer as consequências de tal empreendimento, tão vital nesta altura da época. "Havia" em Sta. Catarina, ainda na zona comercial da rua (esta demarca-se bem, pelo chão encalcetado que chega até ao cruzamento da Rua Guedes de Azevedo) um dos poucos prédios habitados, um prédio inteiro sem parte comercial no rés-do-chão. E ainda mais raro o facto de ser um dos muito poucos prédios ocupados da cidade. Esta família squat (entre 3-5 membros) foi despejada, oportunamente, a dias da inauguração do Gran Plaza.

Depois do despejo e da blindagem da porta, procedeu-se ainda à cobertura total de um outro prédio, este abandonado, com dois toldos gigantes que alegremente anunciam as lojas do novo centro comercial, que assim assume a culpa para quem a quiser ouvir, por uma família desalojada ou uma rua sem podridão à vista.





