segunda-feira, março 12, 2007

Boa Esperança

Espaço frequentado pelo verdadeiro underground do Porto. Funcionava das sete da tarde às sete da manhã com flexibilidade dependendo da acção decorrida durante a noite. Por lá passaram criminosos, polícias corruptos, artistas, ciganos, perdidos da noite, prostitutas, entediados da vida, boêmios bêbados convivendo todos num palco de jogos, revoluções imaginárias, violência, álcool, libertinagem e negócios ilícitos.



Gerido por Isabelinha e Toninho



Encerrado em 2006, é agora uma loja de artigos de limpeza e outros objectos de consumo:



(frente ao Jardim de S. Lazaro)

Anotações de uma das noites em que estava o Albano e o professor de matemática Jaime:



Transcrição das anotações dessa noite, sendo a maior parte das histórias contadas pelo Albano (baninho):
Pr. Jaime: "No Verão andam de sobretudo, no Inverno andam de camisa (referia-se aos alunos de Belas-Artes). Fórmula canónica e resolvente! Se o meu professor fosse vivo matáva-os!"

"Oh professor, a tua pissa é um cubo ao quadrado! Quando eu tinha os dedos grandes a minha mãe não me deixou mamar. Oh professor, antigamente era aritmética, punha os alunos a estudar problems de matemática e ia para o leonardo beber um copo."

Torre dos Clérigos: "Vais a subir, tens os namorados no meio das escadas e eu digo chega para lá, oh melão! As crianças a subir cagam lá nas escadas porque não aguentam."

O baninho atravessou o Rio Douro a Pé sobre as àguas, o irmão dele mergulhava da ponte, morreu de acidente de mota

Trocadero- antigo bar

"Vou encaixilhar o gato com um vidro para não se ouvir!"

Formado em trombotologia: "Levou com um eléctrico na cabeça, teve uma trombada ou trombose e agora não fala."

"Um gajo na janela do 3ºandar alucinou que tinha 80.000 contos de dívidas. Atirou-se da janela abaixo, partiu o queixo e foi internado no Conde Ferreira. Só que ele precisava de se tratar dos joelhos. É manco porque quer, devia levar com dois tacos de basebol para dormir direitinho, nem drunfos, nem nada, um cigarro de enrolar."

Jukebox da Rosinha e Teresinha

Máquina de discos, vinil repleta de antiguidades sonoras com riscos da agulha e falhas em loop. Entre as brumas da cidade moderna e turística Rosinha e Teresinha criavam um ambiente de um passado extra-terrestre. Encontrava-se num bar cujas paredes tinham desenhos a lapís de cêra da mais pura arte bruta, a arquitectura do espaço era de estilo comboio com mesas compridas mais baixas que os bancos.




Rua Infante D.Henrique

Material pastoso



Monte de algo que poderia ser um gelado ou um cagalhoto, o que caracterizava a sua estranheza eram alguns pontos dourados que brilhavam e era inodoro.
Rua Mártires da Liberdade

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

MATEN A LOS PERIODISTAS

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Que maten a los periodistas
que los hagan a todos pedazos
que les revienten a plomo la boca, las extremidades
y les exploten los ojos

ellos apuntan y hieren y aniquilan y ladran
y se disfrutan juiciosos de las verdades salaces
y se encaraman de gozo sobre sus rostros audaces
para colmenar el amén antropófago de la Audiencia

que les disparen ascuas de oro a los periodistas
que se cobran el niño disuelto
con sus pistolas de lente
con la mentira embuchada, alimento del Gran Día
que les estallen los órganos
mientras están observando

que les cuelguen de las antenas
que los aplasten con huevos humanos
y les obliguen a trinchar la carne de sus compañeros
chamuscados
que les ocurra todo lo que ellos graban
y sean testigos ante sus familias
de los crímenes que crean

que los arrastren los desfiguren
que los trufen de noticias explosivas
y les desequen la sangre
y los exhiban bien en lo alto para los pájaros
a pellejazo raído

que maten a todos los periodistas
con sus discursos de bello y valiente billete
así va a ser mucho más divertido
mirar la guerra en la tele



Hector Arnau